A modelagem digital do timbre da viola caipira como fundamento para a composição de Bestiário III
Rodolfo Nogueira Coelho de Souza, Guilherme Henrique Santos da Costa
Orfeu · 2019
doi:10.5965/2525530404012019166 (opens in a new tab)
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Abstract
Numa perspectiva parcial, este é um relato de experimentos que visa a produzir a síntese de sons semelhantes aos da viola caipira, empregando variações do método Karplus-Strong. Esse método de síntese sonora baseia-se em filas de atraso (delay-lines) e implementa o modelo de guias de onda (waveguides). Nesse sentido trata-se de um estudo de modelagem física no sentido clássico. As variantes desenvolvidas tiveram como ponto de partida os algoritmos de Lazzarini et al. (2016) e Mikelson (2000). Numa perspectiva ampliada, o estudo buscou incorporar ao modelo simulações de outras características acústicas do instrumento, como o choque de cordas duplas, os componentes modais, os formantes e a ressonância do corpo do instrumento. O algoritmo híbrido resultante incorporou uma variedade de outros métodos, como a síntese por soma de ondas senoidais e resíduo de ruído de Serra (1997) e a técnica FOF descrita por Clarke (2000). A pesquisa de Paiva (2017) forneceu os valores experimentais usados na parametrização desse modelo. Os resultados foram aplicados na composição de Bestiário III para violão e sons eletrônicos gerados com esse modelo da viola caipira. A matriz de alturas e as proporções de complexos rítmicos foram livremente inspiradas na análise espectral da viola por Paiva (2017).
Abstract licence: CC BY
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