Tradição - Modernidade: a Associação de Médicos Tradicionais de Moçambique (Ametramo)
Graziele Acçolini, Mário Teixeira de Sá Júnior
Mediações: Revista de Ciências Sociais · 2016
doi:10.5433/2176-6665.2016v21n2p49 (opens in a new tab)
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Abstract
A Associação de Médicos Tradicionais de Moçambique (AMETRAMO) foi criada em setembro de 1992, com a Guerra Civil em Moçambique (1977/1992), após o processo de separação de sua metrópole, Portugal, em 1975. A Associação se constitui em um órgão regulamentado pelo governo e reúne os curandeiros que realizam atendimentos através de consultas com um oráculo ou recebimento de espíritos de antepassados e que, para atuarem, necessitam de uma carteira que comprove sua filiação a AMETRAMO. Desde o nascimento até após a morte os curandeiros interferem na vida da comunidade. Após um período de perseguição às manifestações, considerada pela FRELIMO (partido político de base marxista vencedor da Guerra Civil) como fruto da ignorância e do obscurantismo, ocorre o processo de reconhecimento e institucionalização de tais práticas. A proposta desse artigo é a de dar prosseguimento a discussão entre o binômio tradição-modernidade tendo por objeto a AMETRAMO.
Abstract licence: CC BY
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