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GESTÃO E A CONSTRUÇÃO DO CUTTING: UM RESGATE HISTÓRICO DE COMO A REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA AFETA A SAÚDE NO CONTEXTO ESCOLAR

Sabrina Estefânia Silva Dettmer, Jaqueline Batista de Oliveira Costa

Olhar de Professor · 2019

doi:10.5212/olharprofr.v.20i1.0010 (opens in a new tab)

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Abstract

A reestruturação produtiva surge na sociedade como uma estratégia politica para salvar e manter o sistema capitalista como modelo hegemônico de produção. Tal modelo surge em meio à recessão dos anos 70, e traz a ideia de flexibilização dos processos de trabalho. Porém, Heloani (2003) adverte que não existe de fato uma ruptura com o taylorismo-fordismo, e que tais novos métodos são apenas as velhas teorias, vestidas de formas mais atraentes e escoltadas por técnicas sedutoras. Tal reestruturação é expandida para diversos setores trabalhistas, como o sistema escolar. O presente trabalho tem como objetivo realizar um breve levantamento da história da reestruturação produtiva enquanto modelo de gestão organizacional, tentando então inferir sobre como tal reestruturação afeta o contexto escolar, focalizando aqui, na questão da saúde do professor e do aluno. Tentaremos também compreender como uma gestão pautada na reestruturação produtiva pode contribuir para construção do fenômeno social cutting, visto que a prática da automutilação cresce e já é considerado um grave problema epidêmico de saúde que afeta o cotidiano das escolas Brasileiras. Como caminho metodológico, optamos por realizar uma pesquisa de cunho teórico, por meio de uma revisão de literatura cientifica. Nossa análise traz o olhar de diferentes áreas do conhecimento, como a geografia, a sociologia e a psicologia, visando circunscrever teoricamente o tema e gerar um diálogo multifacetado e que abarque a complexidade implícita ao tema. Como resultado desta pesquisa, conseguimos aferir que há uma intima relação entre uma gestão pautada na reestruturação produtiva e processos de adoecimento, tanto do professor quanto do aluno. Concluindo com a hipótese que o professor e o aluno, dentro deste meio globalizado e reestruturado, sentem subjetivamente as consequências destes novos modelos de subjetividades rasas e voltadas para o trabalho, adoecendo cotidianamente nas escolas Brasileiras.

Abstract licence: CC BY

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