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A natureza pragmática da inteligência em Henri Bergson

Rodrigo Mota

Revista Opinião Filosófica · 2025

doi:10.36592/opiniaofilosofica.2025.v16.1124 (opens in a new tab)

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Abstract

Procuro mostrar neste artigo os argumentos que Henri Bergson apresenta para expor uma realidade que, segundo ele, não pode ser captada, em sua verdadeira essência, pela inteligência humana, devido à natureza pragmática desta última. A contemplação estética já nos sinalizaria outro tipo de conhecimento que consegue captar a realidade oculta àquela faculdade. Além disso, num dos pensamentos mais originais de Bergson, o autor francês rejeita a ideia, iniciada por Aristóteles, do instinto animal como etapa anterior à inteligência. Baseando-se numa visão própria sobre a evolução da vida, o filósofo francês vê o instinto como um outro caminho seguido pela vida na sua batalha constante com a matéria inerte. As fabricações do instinto são perfeitamente adequadas para o fim que almejam, e suas ações são realizadas de forma inconsciente, posto que há uma adequação perfeita entre ação e representação da ação. Os frutos da inteligência, por outro lado, são imperfeitos, por isso abrem uma margem de escolha e deliberação para o fim a que almejam, despertando a consciência nos seres que dela se utilizam.

Abstract licence: CC BY

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