O Lugar da Música na Semiose Midiatizada: O Funk Proibidão investigado como caso
Jairo Ferreira, Luísa Schenato Staldoni
Lumina · 2020
doi:10.34019/1981-4070.2020.v14.31486 (opens in a new tab)
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Abstract
Este artigo desenvolve hipótese sobre o meio e objeto música para a investigação na perspectiva da midiatização. Na primeira parte, apresentamos a hipótese geral sobre a midiatização acionada, referenciada em Verón (2014) e Ferreira (2018). Localizamos nesse lugar epistemológico o objeto e meio musical inseridos em contextos de produção e recepção, emergência e mutações do campo da música. Finalizamos essa parte com proposições sobre a singularidade da música na semiose midiatizada. Na segunda parte, essa abordagem epistemológica é referência para inferências dedutivas, indutivas e abdutivas sobre o funk proibidão. As inferências são apresentadas como proposições e questões relativamente à linguagem do proibidão – enquanto meio-música e narrativas – e usos e apropriações dos meios na configuração de circuitos, coletivos, táticas e outras linguagens. A singularidade da inserção do funk proibidão no espaço público ampliado é colocar em cena rupturas em relação às hegemonias dos meios musicais da modernidade – referenciados na racionalidade da partitura, na música enquanto sublimação do real e das poéticas não menos sublimadoras. Certamente, o funk proibidão não é único a ocupar esse espaço, pois se diferencia em relação ao conjunto do hip-hop (através do rap e do trap). Porém, a sua existência material – enquanto linguagem instrumental, narrativas, usos e apropriações dos meios em rede e reapropriações por atores que participam de seus circuitos – traz aos outros contextos sociais – musicais ou não – o imperativo comunicacional de interagir, com empatia ou repressão.
Abstract licence: CC BY
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