Práticas econômicas e sociais no sertão cearense no século XIX
Luís Cláudio P. Symanski
Revista de Arqueologia · 2008
doi:10.24885/sab.v21i2.252 (opens in a new tab)
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Abstract
Pesquisas em duas unidades domésticas camponesas oitocentistas do sertão do Cariri/CE forneceram informações sobre as práticas econômicas e sociais da população sertaneja dessa região. Utilizando uma estrutura conceitual da antropologia econômica, focalizada na noção de artefatos como commodities (Orser 1992), a variabilidade artefatual desses sítios foi abordada como indicativa de relações sociais em diferentes esferas de interação, indo da escala local, referente às relações sociais intra-grupos, à escala internacional, referente ao papel dos itens importados nessas comunidades. Verifcou-se, assim, que a lógica econômica dessas comunidades foi predominantemente não-capitalista, sendo típica daquelas sociedades caracterizadas por Dumont (1977) como intrínsecas. Por sua vez, a análise diacrônica revelou uma notável manutenção dos padrões de vida material desses grupos, indicativa de que a estrutura social hierárquica da região manteve-se inalterada por todo o século XIX.
Abstract licence: CC BY-SA
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