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Memórias da educação: a alfabetização de jovens e adultos em 40 horas (Angicos/RN, 1963)

Maria Elizete Guimarães Carvalho, Maria das Graças da Cruz Barbosa

Revista Histedbr On-line · 2012

doi:10.20396/rho.v11i43.8639928 (opens in a new tab)

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Abstract

O propósito desse estudo é refletir sobre as memórias do projeto de alfabetização denominado 40 Horas de Angicos, experiência de educação popular desenvolvida no início dos anos 1960, na cidade de Angicos/RN. As memórias dessa experiência educacional caracterizam-se pelos aspectos de transformação e de conservação, encontrando-se em processo de desaparecimento, tendo em vista o esquecimento, a amnésia e o retraimento que caracterizam o ato de lembrar nos indivíduos e nas sociedades. Considerando essa afirmação, o artigo também discute as relações entre história e memória, a importância de um trabalho conjunto que contemple e recolha vivências, vestígios, reminiscências, eventos educacionais, enriquecendo o campo epistemológico da História da Educação. As 40 Horas de Angicos alfabetizou cerca de 300 adultos em 40 horas, utilizando-se de práticas educacionais orientadas por Paulo Freire, estando presente nas lembranças, nos silêncios e nos esquecimentos dos participantes, que denunciaram a extinção dos vestígios, como a destruição dos espaços que foram círculos de cultura, o desaparecimento da memória e da história. As reflexões fundamentaram-se nos estudos de Bergson, Halbwachs, Hobsbawm sobre a memória.

Abstract licence: CC BY-NC

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