A distância: a escola Lula para a formação de professores
Maria de Fátima Rodrigues Pereira, Elza Margarida de Mendonça Peixoto
Revista Histedbr On-line · 2012
doi:10.20396/rho.v10i40.8639813 (opens in a new tab)
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Abstract
A educação a distância com novas tecnologias de informação e comunicação (TICs) estrutura-se, no Brasil, a partir da década de 1970, porque, também a partir de então, as TICs foram associadas ao processo produtivo. A educação a distância com TICs compõe uma conjuntura histórica de transição de um trabalho sob a gerência fordista para o toyotismo. Se, sob o fordismo as relações de trabalho se caracterizavam pelo caráter parcelar, fragmentado, da indústria seriada, da produção em série; sob o toyotismo o trabalho caracteriza-se pela flexibilização, a desregulamentação, a polivalência. Estas mudanças na base produtiva, do mundo da “empresa flexível, como diz o capital, ou do mundo da acumulação liofilizada, não alteram a forma de ser do capital, mas alteram, em muito, o que se pede à educação. Os que defendem a educação a distância com TICS apontam seu potencial de promover cidadania: demandas de difícil atendimento podem ser atingidas; possibilitam encurtamento de distâncias entre sujeitos e informações. Analisamse as políticas de educação a distância, em curso no Brasil, nomeadamente para a formação de professores. Recorre-se às contribuições da ciência política e da reflexão ontológica para este entendimento. O objetivo é contribuir com o debate, as práticas e as políticas de formação de professores.
Abstract licence: CC BY-NC
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