Adeus, literatura
Eduardo Jorge de Oliveira
Remate de Males · 2019
doi:10.20396/remate.v39i1.8654038 (opens in a new tab)
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Abstract
O ensaio busca mostrar que existem tensões – entre o espaço literário e o espaço expositivo – que ocorrem pela autonomização e desvalorização da própria literatura ao longo de sua história (MARX, 2005). O museu possui, no entanto, uma dimensão ficcional, narrativa, com mitologias coletivas e individuais que, em parte, está ligada ao surgimento do estatuto do curador, fato que vai ter um efeito para os estudos literários e a expansão do seu campo (KRAUS, 1979; PERLOFF, 1995). Assim, William Marx (contextualizando o Adeus à literatura continental); Paul Valéry (em seu texto fundador sobre os museus e em Monsieur Teste); Marcel Broodthaers (a passagem do poeta ao artista e uma atribuição ao valor de exposição de autores ou atores do Adeus à literatura); Harald Szeemann (precursor do estatuto profissional, a curadoria, tal como a conhecemos; Georges Didi-Huberman (aquele que de algum modo pôs em livro o que para Harald Szeemann era objeto de exposição em museus e galerias); e César Aira (leitor de Marcel Duchamp) são alguns autores-artistas-ensaístas de distintas concepções de espaço expositivo que nos ajudam a redefinir os estudos literários no contexto de exposições no século XX.
Abstract licence: CC BY-NC
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