Auditoria e sociedade: o diálogo necessário
Bruno José Machado de Almeida
Revista Contabilidade & Finanças · 2004
doi:10.1590/s1519-70772004000100006 (opens in a new tab)
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Abstract
A sociedade, majoritariamente estruturada numa óptica de economia de mercado, exige que a função de auditoria seja cada vez mais interveniente no diagnosticar de determinadas situações, como é o caso da viabilidade da empresa, na denúncia de fraudes e de actos ilegais, na apreciação da economia, eficiência e eficácia das organizações. Assim, o produto auditoria, sua natureza e funções, tem urgentemente que ser clarificado, para que possa responder de forma adequada às expectativas do público. Com efeito, considera-se que o âmbito da auditoria deve ser ampliado para assim satisfazer às exigências da sociedade, pois espera-se que forneça um certo nível de segurança, bem como uma resposta aos seus problemas actuais. O conceito de auditoria permite confrontos entre os auditores e os utilizadores da informação financeira, tendo, como conseqüência, a freqüente acusação de que os primeiros não alertam para falhas na organização, apesar de validarem as demonstrações financeiras. O diálogo entre a sociedade e a auditoria carece de reforço, de forma a encontrar um ponto de equilíbrio entre ambas as partes.
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