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Anxiety disorders in women: does gender matter to treatment? Transtornos de ansiedade em mulheres: gênero influencia o tratamento?

Gustavo Kinrys, Lisa E Wygant

Brazilian Journal of Psychiatry · 2005

doi:10.1590/s1516-44462005000600003 (opens in a new tab)

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Abstract

Women have a substantially higher risk of developing lifetime anxiety disorders compared with men. In addition, research evidence has generally observed an increased symptom severity, chronic course, and functional impairment in women with anxiety disorders in comparison to men. However, the reasons for the increased risk in developing an anxiety disorder in women are still unknown and have yet to be adequately investigated. Evidence from various studies has suggested that genetic factors and female reproductive hormones may play important roles in the expression of these gender differences. The significant differences in onset and course of illness observed in men and women diagnosed with anxiety disorders warrants investigations into the need of differential treatment; however, evidence of gender differences in treatment response to different anxiety disorders are varying and remain largely inconclusive. This article reviews the prevalence, epidemiology, and phenomenology of the major anxiety disorders in women, as well as the implications of such differences for treatment.<br>Mulheres apresentam um risco significativamente maior comparado com o dos homens para o desenvolvimento de transtornos de ansiedade ao longo da vida. Além disso, diversos estudos sugerem maior gravidade de sintomas, maior cronicidade e maior prejuízo funcional dos transtornos de ansiedade entre as mulheres. Apesar disso, os motivos que levam a este aumento de risco no sexo feminino são ainda desconhecidos e precisam ser adequadamente investigados. Vários estudos apresentam evidências de que, entre as prováveis causas dessa diferença entre os sexos, estão os fatores genéticos e a influência exercida pelos hormônios sexuais femininos. As diferenças de gênero encontradas nos transtornos de ansiedade em relação ao início e à evolução da doença indicam que é necessário investigar a necessidade de tratamentos diferenciados para homens e mulheres. Entretanto, as evidências de que as diferenças de gênero modifiquem a resposta ao tratamento dos transtornos ansiosos ainda são inconsistentes e amplamente inconclusivas. Este artigo procura rever a literatura existente a respeito da prevalência, epidemiologia e fenomenologia dos transtornos ansiosos entre as mulheres e as implicações destas peculiaridades para a melhor eficácia no seu tratamento.

Abstract licence: CC BY-NC

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