As exportações portuguesas entre 1714 e 1770: os efeitos do pombalismo através de uma discussão econométrica
Paulo Reis Mourão
Economia Aplicada · 2009
doi:10.1590/s1413-80502009000200005 (opens in a new tab)
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Abstract
O presente trabalho procura analisar os determinantes das exportações portuguesas no período do Século XVIII, intentando avaliar o impacto das alterações empreendidas peloMarquês de Pombal. Para o efeito recorre aos métodos de análise de espaços de cointegração, do perfil espectral das séries e da sincronização associada. Concluiu-se que os determinantes que explicam o movimento de longo prazo das exportações portuguesas referentes aos anos de 1700 são as remessas de ouro de Minas Gerais, a produção vitivinícola, a taxa de câmbio, as receitas totais de Minas Gerais e o preço do vinho exportado. Os ciclos destas variáveis eram ciclos de periodicidade diversa, sendo os ciclos das exportações os de duração mais curta e os ciclos extractivos (vitivinícola e aurífero) os de duraçãomais alargada. A política pombalina teve, como confirmado pelos métodos estatísticos seguidos, a transformação da sincronização destes ciclos, alterando preponderantemente a "prisão" cambial que influenciava até 1750 as exportações portuguesas e a dependência do ouro brasileiro que levou à aposta nas exportações nacionais.
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