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Um mapa de muitos caminhos

Luciana Heymann

História, Ciências, Saúde: Manguinhos

doi:10.1590/s0104-59702017000300016 (opens in a new tab)

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Abstract

O s organizadores de História pública no Brasil: sentidos e itinerários o definem como um livro plural como o campo a que faz referência.A natureza da obra não poderia ser descrita de forma mais sintética e precisa, devendo-se essa pluralidade, em parte, ao fato de reunir textos apresentados nos dois simpósios internacionais promovidos pela Rede Brasileira de História Pública, em 2012 e 2014, além de outros produzidos especialmente para a publicação.Nesse sentido (um dos muitos do livro), a coletânea busca ser representativa com relação a um campo de debates nascente no país e dar inteligibilidade e organicidade a perspectivas multifacetadas que têm a história pública como objeto ou horizonte.O livro reúne 25 textos, organizados em seis partes e um posfácio, e 29 autores, todos inseridos no campo acadêmico, sendo a franca maioria de historiadores.O caráter plural se refere, portanto, mais a temas e abordagens do que ao perfil dos colaboradores.A obra oferece vários itinerários de pesquisa e, ao mesmo tempo, distintos itinerários de leitura: uma história da história pública, as conexões entre história oral e história pública, história pública e novas tecnologias, história pública e patrimônio são alguns percursos transversais às seis partes que a estruturam.Para fazer jus à riqueza e à pluralidade do livro, optei por uma resenha que percorre os itinerários propostos pelos organizadores, dentro dos quais meu próprio percurso se desenhou.O artigo de Ricardo Santhiago abre a primeira parte, "História pública: questões gerais".De maneira arguta, Santhiago toma a experiência brasileira no campo da história pública como eixo, invertendo a lógica de olhar a trajetória nacional à luz de outros desenvolvimentos.Trata-se de uma estratégia narrativa que recupera a historicidade do debate nacional e também de uma tomada de posição contra normatividades alheias ao campo que aqui se delineia nos últimos anos.Juntamente com os artigos de Michael Frisch e Linda Shopes, conforma-se um panorama geral de reflexões sobre o campo da história pública.Frisch amplia os contornos de seu conceito de "autoridade compartilhada", seduzido pelas potencialidades do gerenciamento Um mapa de muitos caminhos

Abstract licence: CC BY

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