Insuficiência cardíaca
Antonio Carlos Pereira Barretto, José Antonio Franchini Ramires
Arquivos Brasileiros de Cardiologia · 1998
doi:10.1590/s0066-782x1998001000014 (opens in a new tab)
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Abstract
Insuficiência Cardíaca AtualizaçãoOs conhecimentos sobre insuficiência cardíaca (IC) aumentaram muito nos últimos anos, conhecemos melhor sua fisiopatologia, sua história natural, temos novas opções terapêuticas que permitem modificar sua evolução.Hoje, apesar do grande desenvolvimento tecnológico e maiores recursos farmacológicos, a incidência de IC vem aumentando.Este aumento, em parte, decorre do envelhecimento da população, pois nos mais idosos a IC é mais freqüente.De outra parte podemos considerar que, uma vez que se morre menos em decorrência da cardiopatia de base, convive-se mais com as doenças, sendo a fase final comum das doenças cardiológicas, a IC, o que a torna mais freqüente.A IC continua sendo uma síndrome de características malignas, com alta mortalidade nas formas avançadas 1,2 .Vários estudos mostraram que atinge a 50% em um ano, em pacientes na classe funcional (CF) IV da New York Heart Association e torna-se maior naqueles que necessitam suporte inotrópico para sua compensação (fig.1).Por outro lado, pacientes pouco sintomáticos têm boa evolução, mesmo que apresentem fração de ejeção (FE) bastante reduzida.Esta história natural pode ser modificada com a correção da cardiopatia, controle dos fatores de agravamento da IC ou através de algumas medicações, mas também, pode se tornar mais grave por outras drogas [3][4][5][6] .Procuraremos rever neste artigo alguns destes aspectos. História naturalA IC é uma afecção muito limitante 7 .Análise da qualidade de vida, por meio de questionários, em diferentes doenças, identificou a IC como uma das mais limitantes, mais que diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica, etc. Dispnéia, cansaço, edema provocam muito desconforto aos seus portadores e explicam este achado.Como já referido ao lado de ser doença limitante, seus portadores podem apresentar alta mortalidade.Análise dos resultados dos estudos CONSENSUS, SOLVD tratamento e SOLVD prevenção 3,4,8 , que estudaram respectivamente pacientes em CF III/IV, II/III e I demonstra, que quanto pior a CF menor o tempo de sobrevida (fig.2).Conforme mencionado, em pacientes muito sintomáticos, a expectativa de
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