Artur Portela (Filho) e as marcas de uma irreverência única no Jornal Novo e na Opção
Carla Rodrigues Cardoso, Pedro Marques Gomes
Media&Jornalismo · 2021
doi:10.14195/2183-5462_39_2 (opens in a new tab)
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Abstract
A história da imprensa portuguesa pós-25 de Abril de 1974 é indissociável da história dos jornalistas e, particularmente, dos que assumiram cargos de direção e marcaram a personalidade das publicações. Artur Portela Filho é um caso exemplar quando se observa o que há de si nos dois títulos que comandou desde a génese: Jornal Novo (1975) e Opção (1976-78), o primeiro jornal e a primeira newsmagazine fundados após o derrube do Estado Novo, ambos de capital privado. Irreverente e temerário, Artur Portela (1937-2020) identificava-se como “socialista independente” e usou a sátira e a qualidade da escrita para criar dois projetos que se tornaram marcos irrepetíveis no jornalismo português pela forma como noticiaram e criticaram de forma empenhada processos, figuras políticas e militares. Este artigo mapeia a influência de Artur Portela na matriz do Jornal Novo e da Opção e identifica os elementos transversais que emanam da figura do diretor.
Abstract licence: CC BY
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