Skip to content
naulon
Not checkedNot checked for notices yet.

Tímoria e páthos em Medeia, de Eurípides

Margarida Pontes Timbó, Ângelo Bruno Lucas de Oliveira

Classica, Revista Brasileira de Estudos Clássicos · 2009

doi:10.14195/2176-6436_22-2_5 (opens in a new tab)

We email you when a new notice or a question about this paper appears.

Abstract

Este texto apresenta algumas considerações acerca da tímoria (a vingança) e do páthos (o sofrimento), na tragédia Medeia, de Eurípides, escrita por volta do século V a.C. A imagem da Medeia imortalizada para os leitores é aquela mulher melancólica, que sofre devido ao abandono do homem amado; monstruosa e vingativa, atinge o ápice de seu desespero quando mata os próprios filhos para ferir o esposo infiel. O ciúme serve de mote ao filicídio, gerando a tímoria e, em consequência, o páthos. Rejeitada pelo amado, Medeia simboliza a mulher impulsiva, passional, que castiga drasticamente o esposo pelo perjúrio cometido. Medeia trágica foge aos padrões da mulher ateniense da época de Eurípides; tal fato sugere que ela não seria o tipo de esposa ideal. A tragédia em foco prenuncia ao ateniense do período sua possível condição ao tornar-se grego: encontrar um caminho inverso ao da glória, o risco de tornar-se bárbaro como Medeia, reflexo da vingança e do sofrimento diante de infortúnios.

Abstract licence: CC BY

Reads

Read by people on this page

None yet.

Checked or read by AI through naulon

None yet.

A person counts once a day per paper. We keep no cookie and no address: a reader is a hash that changes every day. Any month under five reads shows no number.

Are you an author?

Is this your paper?

Claim it to add your note and be paid when agents cite it. Free.