Skip to content
naulon
Not checkedNot checked for notices yet.

Florença: Desenvolvimento Urbano e Arte Pública - estudo sobre o centro histórico no peíodo de 1945 a 1994

Vera M. Pallamin

Pós: Revista do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da FAUUSP · 1996

doi:10.11606/issn.2317-2762.v0i6p118-137 (opens in a new tab)

We email you when a new notice or a question about this paper appears.

Abstract

Enfatizam-se as iniciativas de tratamento do patrimônio arquitetônico-artístico do Centro Histórico de Florença, associando-se-as às principais transformações urbanas contemporâneas da cidade.Em síntese, destacam-se suas principais fases, conforme segue: Segunda Guerra -ReconstruçãoDurante a Segunda Guerra Mundial a proteção do seu excepcional patrimônio arquitetônico e artístico foi uma das questões cruciais para Florença.Aliando-se a uma política que evitasse uma destruição maciça do Centro Histórico, procedeu-se, num primeiro momento, à salvaguarda das obras 'in loco' quando ainda se considerava remota a possibilidade de um ataque à ToolBook -GUERRA!.TBK 'P ta zza delta SS.Annunziata' Fotos da época mostram providências a li executadas no 'Logglato tfell'Ospcdate degli innocenti* (de Brunelleschi.1419-1444|, os relevos de Delta Robbía.Inicialmente protegidos no local» foram posteriormente dali retirados.Construiu-se., ao m esmo tempo, um reforço de tijolos para todas as colunas.► ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► ► cidade.Com o desenrolar do conflito, contudo, mudou-se tal política, retirando-se -na medida do possível -as obras de arte da cidade, em direção a postos mais distantes e menos visados.Após o ataque a postos estraté gicos ligados à energia, comunicações e transportes, os alemães bombardearam todas as pontes do Rio Amo, com exceção da 'Ponte Vecchio' cuja 'isenção' foi compensada pela destruição de seu entorno (Foto 5: áreas demarcadas).introdução □ Após o ataque a áreas estratégicas da cidade -dentre as quais as zonas ferroviária e industrial as centrais elétrica e telefônica -os^La lcm ães.em regime de retirada e visando dificultar o avanço das tropas aliadas destruíram cinco pontes sobre o Rio Arno: 1 2 0 Pós -R.Prog.Pós-Grad.Arquit.Urb.FAUUSP, São Paulo, n. 6 p. 118-137 dez.1996 Com o final da guerra iniciou-se em Florença um debate, amplamente publicado, sobre o modo de reconstrução das áreas atingidas.Nesta polêmica -e sobretudo em relação ao Centro Histórico -figuravam, basicamente, duas posições: uma defendia a reconstrução -tão próxima quanto possível -do patrimônio destruído, "como era e onde era"; a outra, evitando a realização de uma arquitetura que fosse cópia do antigo, defendia a construção de edificações simples e em 'estilo toscano' Silenciadas durante os anos do período fascista, as iniciativas sociais e culturais encontravam, no pós-guerra, uma atmosfera política receptiva à sua expressão, na qual conclamava-se a ampla participação dos cidadãos neste processo de reconstrução das áreas atingidas.No que concerne à arquitetura, considerou-se a opção por concursos como sendo a mais idônea, organizando-se-os, individualmente, para as pontes e para o Centro-Histórico.A ausência de diretrizes urbanas específicas em relação ao Centro Histórico, incluindose um aparato jurídico-financeiro adequado à sua reestruturação, foi determinante na deterioração dos resultados do concurso para sua reconstrução, aberto em 1946.A condução das obras e a retomada do Centro Histórico, em seus aspectos urbanos e artísticos, não foram encaminhadas pela administração pública de modo a colocá-los em relação a estratégias de desenvolvimento de Florença -tomada em termos mais amplos -embora estivessem necessariamente vinculados.Como resultado deste concurso, cinco projetos foram vencedores em primeiro lugar.Em seguida foram reelaborados numa única proposta, a qual foi aprovada pelo 'Comune' (Prefeitura) de Florença, em 1947, mas apenas parcialmente aprovada pelo 'Conselho Comunal' em 1948, por desacordos políticos.Na prática, seus resultados foram diluídos, inclusive por dificuldades de ordem econômica para a realização do projeto.A administração pública responsabilizou-se pelas áreas de equipamentos coletivos do Centro Histórico, deixando aos proprietários a reconstrução no interior dos lotes.Flouve um controle dos orgãos estatais apenas em relação às fachadas dos edifícios, buscando-se um apelo estilístico à 'fiorentinidade1 Os volumes 1 2 1 Pós -R.Prog.Pós-Grad.Arquit.Urb.FAUUSP,

Abstract licence: CC BY-NC-SA

References1

    1 more reference, whose wording the paper’s licence keeps private.

    Reads

    Read by people on this page

    None yet.

    Checked or read by AI through naulon

    None yet.

    A person counts once a day per paper. We keep no cookie and no address: a reader is a hash that changes every day. Any month under five reads shows no number.

    Are you an author?

    Is this your paper?

    Claim it to add your note and be paid when agents cite it. Free.