Paulo Freire e o legado de uma educação partidária em prol da práxis do oprimido
Lucia de Fatima Valente, Thalles Valente de Paiva
Comunicação & Educação · 2021
doi:10.11606/issn.2316-9125.v26i2p73-88 (opens in a new tab)
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Abstract
Este artigo tem como objetivo argumentar a favor de um posicionamento partidário1 à educação, a partir da leitura das obras de Paulo Freire, especialmente Pedagogia do oprimido (1987), A importância do ato de ler (1989) e Pedagogia da autonomia (2002). Com o advento do “Escola sem partido” (2014), houve um aumento considerável de materiais que repercutiram as contradições e os antagonismos latentes da educação, difundidos na imprensa e nas redes sociais. Muitas informações são afirmações críticas ao projeto educacional freiriano, declarações que enfatizam uma educação ultrapassada, subjetivista, anárquica e doutrinária política, contrária a uma educação “livre” e “imparcial”. Em um giro dialético, este artigo defende que o legado de Freire é e deve ser considerado partidário, que a política está na educação e que nenhum “ponto de vista” é “imparcial”, mas parcial na defesa de alguma causa.
Abstract licence: CC BY
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