Editorial
Claudia Amigo Pino, Mário Ramos Francisco, Michel Sleiman
Revista Criação & Crítica · 2019
doi:10.11606/issn.1984-1124.v1i24p1-3 (opens in a new tab)
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Abstract
EDITORIALO exercício de releitura de Literaturas por diferentes Culturas, seja no âmbito que for, envolve um processo de assimilação capaz de ampliar o olhar para os horizontes interiores, a partir do olhar sobre o outro.Seja sob o ponto de vista da recepção, da crítica, da tradução e outros, a Revista Criação & Crítica, neste número, apresenta uma série de artigos voltados ao estudo das Literaturas Estrangeiras no Brasil.O tema escolhido vai ao encontro do universo de interesses acadêmicos do LETRA -Letras Estrangeiras e Tradução, novo Programa de Pós-graduação ao qual está associada Criação & Crítica.Recepção, crítica e tradução buscam revelar o olhar do pesquisador à estrangeiridade como uma possibilidade de integração do Brasil a outros circuitos culturais.Ao mesmo tempo, a perspectiva brasileira sobre literaturas estrangeiras insere uma nova luz sobre sua fortuna crítica, numa retroalimentação que se espera constante e profícua.O artigo de Yun Jung Im sobre a literatura coreana no Brasil foca substancialmente a relação entre gêneros literários, tradução e mercado editorial.A autora discorre sobre a ação do Literature Institute of Korea (LTI Korea) que patrocina praticamente a totalidade das publicações de literatura voltada ao público adulto.No entanto, e apesar desse importante apoio institucional a autora localiza incipiência no acolhimento editorial da produção literária coreana face à dura realidade no Brasil quando o assunto é a existência (neste caso a quase falta) de tradutores com conhecimento da língua coreana.Por outro lado, o artigo aponta um importante nicho ainda negligenciado pelo mencionado instituto: o da literatura infantil e infanto-juvenil que contam atualmente com uma novena de traduções publicadas no Brasil.O artigo de Jemima de Souza Alves e Safa A.C Jubran traça uma linha de continuidade entre três romances: O coração das trevas, do britânico-polonês Joseph Conrad, de 1902, Tempo de migrar para o norte, do sudanês Tayeb Salih, de 1966, e Tempo de migrar para a liberdade, da libanesa Laura Macdissi, de 2012não nessa ordem, necessariamente.As autoras retraçam pontos de resgate entre uma obra e outra, a confrontarem o discurso colonialista europeu e o discurso, justamente, pós-colonial medidos em certos contornos e referências encontradas nas obras expressas.Tal percepção,
Abstract licence: CC BY-NC-SA
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